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Legislativo - 10 de novembro de 2023
Foto: Divulgação

Vereador classifica oposição a David Almeida como “politicagem”

Durante o PoderCast, o vereador Elan Alencar (DC) defendeu o empréstimo de R$ 600 milhões pedidos pela prefeitura e criticou opositores ao prefeito de Manaus

Por: Filipe Távora
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“Eu acho que essa politicagem tem que ter limites”. A frase é do vereador Elan Alencar (DC) e foi pronunciada durante o episódio 17 da 2ª temporada do PoderCast, transmitido nesta sexta-feira (10). O político se referiu ao posicionamento de vereadores contra o prefeito David Almeida depois que o executivo local emitiu um projeto de lei que previa um empréstimo de R$ 600 milhões junto ao Banco do Brasil. O projeto foi derrubado pela Câmara Municipal de Manaus (CMM), o que desencadeou um cenário de tensão entre Almeida e vereadores que atuaram na oposição ao pedido.

Para Alencar, o empréstimo era necessário para abastecer Manaus de recursos para investimentos em infraestrutura. Dentre as medidas consideradas necessárias por ele, o vereador citou: asfaltamento de ruas, desassoreamento de igarapés, construção de Unidades Básicas de Saúde (UBS) e crechês. “Acham que se o prefeito tiver condição financeira de trabalhar mais, ele estará melhor avaliado. Eu acho que não vale tudo nesse jogo político. A condição de investimento tem que acontecer”, disse.

O vereador comentou  a notícia de que David Almeida pretende reenviar o projeto de lei à Câmara. Alencar afirmou que o prefeito pretende alterar o valor do pedido de empréstimo e alterar o corpo do projeto. “O objeto seria o mesmo, em relação à questão de operação de crédito, haveria um valor diferente e explicações sobre para que seria direcionado esse empréstimo”, declarou.

 

Frente climática

Alencar aproveitou a ocasião para falar sobre a frente climática proposta nesta semana na Câmara. Na sessão plenária da CMM de terça-feira (7), houve debates a respeito de questões climáticas e políticas voltadas a temas ambientais. O secretário municipal de meio ambiente e sustentabilidade Antonio Stroski esteve presente.

Durante a sessão, Alencar citou a criação de uma frente parlamentar climática. Segundo o vereador, a iniciativa seria voltada a uma atuação dela junto aos governos, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos (Ibama), Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (IPAAM), e outros órgãos ligados ao meio ambiente.

No PoderCast, Alencar comentou sobre práticas econômicas que ele considera “predatórias”. “O estado vizinho ao Pará não tem a Zona Franca de Manaus. A atividade econômica deles é o minério e agronegócio. Eles usam a prática de queimadas para ter o pasto revitalizado”, disse.

O político afirmou, também, que atualmente existe tecnologia de mecanização do solo que permite o trabalho agropecuário sem o uso de queimadas. Por outro lado, a tecnologia atualizada é cara, segundo Alencar.

Para o vereador, a necessidade das políticas ambientais ocorre para que o poder público possa se antecipar a práticas de queimadas que tendem a ocorrer em 2024. “A intenção da frente parlamentar climática é criar um corpo permanente do poder legislativo dentro das discussões das secretarias e até do governo federal”, afirmou.

David Almeida Camara Municipal de Manaus Elan Alencar

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Notas do Poder

11/07
12:33

REUNIÕES SECRETAS

Executivos da Âmbar Energia, ligada ao Grupo J&F dos irmãos Joesley e Wesley Batista, realizaram secretamente 17 reuniões com autoridades do Ministério de Minas e Energia entre junho de 2023 e maio de 2024, sem registro oficial. Essas reuniões precederam a assinatura de uma medida provisória pelo presidente Lula em 13 de junho, beneficiando um negócio da Âmbar na energia elétrica, cujo custo será repassado aos consumidores por até 15 anos. O Ministério e a Âmbar negam que as reuniões tenham discutido a medida, mas não divulgaram os temas tratados. Críticas à falta de transparência foram levantadas, especialmente pela deputada Adriana Ventura (Novo-SP).

11/07
12:32

FRACA ARTICULAÇÃO

A aprovação da reforma tributária na Câmara revelou a fraca articulação dos senadores Eduardo Braga e Omar Aziz, que deixaram de incluir a maioria das propostas do Amazonas para a Zona Franca de Manaus (ZFM). O texto foi aprovado por 336 votos a favor e 142 contra. Foram incluídas apenas contribuições para financiar a UEA e fundos de desenvolvimento, além de crédito presumido para indústrias. Alterações cruciais, como a inclusão do IPI e crédito presumido para operações internas, foram rejeitadas. Os parlamentares precisarão trabalhar mais eficientemente no Senado.

11/07
12:31

SILAS CONTRA

A Câmara dos Deputados aprovou o primeiro projeto de regulamentação da reforma tributária com 336 votos a favor, 142 contra e duas abstenções. A maioria dos deputados do Amazonas votou contra devido aos impactos negativos na Zona Franca de Manaus (ZFM), com exceção de Silas Câmara (Republicanos-AM), que apoiou o projeto. Pauderney Avelino (União-AM) criticou a redução do crédito presumido e a falta de alíquota zero para operações internas, alertando sobre o aumento dos preços e a diminuição da competitividade no Amazonas. O próximo desafio será no Senado Federal.

11/07
12:30

DITADURA DA NICARÁGUA

A ditadura de Ortega na Nicarágua fechou a Radio María e mais 12 ONGs, totalizando 3,6 mil entidades fechadas em seis anos. A ministra do Interior, Maria Amelia Coronel, justificou o fechamento da rádio pela falta de demonstrações financeiras de 2019 a 2023. Ortega continua a perseguir a Igreja Católica, expulsando e detendo padres, e cancelando a cidadania de líderes religiosos, forçando-os ao exílio.

11/07
12:29

DEFESA DA ZFM

Wilson Lima, governador do Amazonas, promete lutar incansavelmente pela competitividade da Zona Franca de Manaus (ZFM) após a votação na Câmara dos Deputados que prejudicou o estado. Ele criticou a exclusão de emendas cruciais para o modelo econômico, enquanto duas sugestões foram aceitas, incluindo contribuições para financiar a Universidade do Estado do Amazonas (UEA) e fundos de desenvolvimento, além de créditos presumidos para indústrias. Alterações solicitadas, como a inclusão do IPI para produtos aprovados pela Suframa e crédito presumido para operações internas, foram rejeitadas.

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