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Legislativo - 27 de fevereiro de 2024
Foto: Reprodução

‘O resultado é o que embasa a proposta’, diz Débora Menezes sobre escolas cívico-militares

Em entrevista ao programa “Boa Noite, Amazônia” nesta terça-feira (27), a deputada Débora Menezes fez a defesa das escolas cívico-militares após a assinatura de um decreto pelo governador do Amazonas, Wilson Lima, que institui o programa estadual das escolas cívico-militares no estado

Por: Redação
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Em entrevista ao programa “Boa Noite, Amazônia” nesta terça-feira (27), a deputada Débora Menezes fez a defesa das escolas cívico-militares após a assinatura de um decreto pelo governador do Amazonas, Wilson Lima, que institui o programa estadual das escolas cívico-militares no estado.

Ela destacou que o resultado do modelo, evidenciado por melhorias no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB), redução da evasão escolar e diminuição da criminalidade, é um fundamento sólido para apoiar sua continuidade.

Além disso, ela ressaltou a importância dos princípios e valores transmitidos por essas escolas, que vão além de motivos ideológicos, e a influência positiva que elas têm na comunidade, mesmo para aqueles que não têm filhos matriculados nelas. Isso sugere que o programa não apenas beneficia os alunos diretamente envolvidos, mas também tem um impacto positivo mais amplo na sociedade.

“O resultado é o que embasa o pedido, mas muitas vezes vemos negação por parte de certas pessoas, acreditando que estamos lutando por algo meramente por um motivo ideológico. Na verdade, nós defendemos princípios e valores, e, acima de tudo, esses princípios e valores que são transmitidos neste colégio não deixam negar o benefício através do resultado, que são os dados. Todas as escolas cívico-militares tiveram melhoras no IDEB, tiveram diminuição da evasão escolar. A criminalidade nos bairros onde esse programa presente nas escolas diminuiu. Então, os monitores estão nas escolas desarmados, mas a presença deles coíbe assaltos, furtos e invasões.”, argumentou.

“Durante essa minha peregrinação, posso dizer assim, escutando pais, mães, famílias, encontrei diversos apoiadores do bairro onde se encontravam essas escolas, que não tinham filhos nas escolas, mas estavam lá lutando pelo benefício que a escola trazia para a comunidade. Isso é muito interessante, porque além dos próprios dados das notas do IDEB já me trazerem argumentos e robustez para o que eu precisava, eu enxerguei outro cenário, de pessoas que não tinham filhos, ou cujos filhos já haviam passado daquela época, mas que sabiam que a escola prevenia que aquele local se tornasse um ponto de venda de drogas, enfim, e outros tipos de crimes, posso dizer assim, mazelas.”, acrescentou a deputada, que é a principal incentivadora da programa no estado.

Uma pesquisa com cerca de 25 mil pessoas da comunidade escolar constatou que a violência física foi reduzida em 82%, a violência verbal diminuída em 75% e a violência patrimonial em 82%. A mesma pesquisa constatou que a evasão e o abandono escolar diminuíram em quase 80%. Outro dado positivo foi que 85% da comunidade respondeu satisfatoriamente ao ambiente escolar após a mudança para o modelo do Pecim.

Instituído em setembro de 2019, o Pecim passou a ser adotado em escolas públicas de ensino regular que possuíam baixo resultado no Ideb e que atendiam estudantes em situação de vulnerabilidade socioeconômica.

Ao longo do mandato do ex-presidente Jair Bolsonaro, foram criadas 202 escolas cívico-militares, sendo 39 unidades localizadas na Região Norte; 26 na Região Centro-Oeste; 37 escolas no Nordeste, 46 no Sudeste e 54 no Sul. Juntas, atendem a mais de 120 mil alunos.

Amazonas

Com o decreto assinado pelo governador, o estado do Amazonas estabelece seu próprio programa de escolas cívico-militares após o encerramento do modelo nacional durante o governo Lula.

Sete escolas no Amazonas, sendo seis em Manaus e uma em Tabatinga, foram contempladas com o modelo de escolas cívico-militares, lançado em 2019 durante a gestão de Jair Bolsonaro.

O programa contribuiu para reduzir a evasão escolar e melhorar o desempenho dos estudantes, através de parcerias com as Forças Armadas e forças de segurança do Estado. No entanto, foi encerrado pelo governo Lula por meio de portaria do Ministério da Educação.

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