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Grupo de combate à violência de gênero repudia agressão contra deputada do Amazonas

Em nota, os membros do grupo consideram que a violência contra as mulheres é estruturante da desigualdade de gênero.

Por: Redação
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Nesta sexta-feira (3.2), o Grupo de Trabalho de Observação e Combate a Violência Política de Gênero do Comitê do Amazonas de Combate a Corrupção, repudiou a agressão sofrida pela deputada Mayara Pinheiro (Republicanos) por dois colegas deputados estaduais durante a solenidade de posse dos parlamentares da 20ª Legislatura (2023/2027) da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), na quarta-feira (1.2).

A deputada foi constrangida ao ser puxada pelo braço pelos deputados Sinésio Campos (PT) e Carlinhos Bessa (PV) no momento em que os parlamentares posavam para uma foto oficial. Ela se posicionava ao lado de outras deputadas e os dois deputados tentaram retirar a mesma do local escolhido por ela para a fotografia.

Em uma nota, os membros do grupo consideram que a violência contra as mulheres é estruturante da desigualdade de gênero.

“A violência contra mulheres constitui-se como uma das principais formas de violação de Direitos Humanos, ela é estruturante da desigualdade de gênero, início e fim de muitas outras formas de violência. Combate-la é dever de toda à sociedade.”, menciona o texto.

A nota também repudia o fato de a agressão e o constrangimento de uma mulher, no caso contra uma deputada estadual eleita pelo povo, ser taxado de “brincadeira”, e diz que não se pode mais haver violações contra mulheres, em um país em que o número de representantes femininas nas Casa Legislativas ainda é pequeno ou desigual.

“Num país em que o número de mulheres no parlamento ainda está muito aquém do justo e necessário, por absoluta falta de apoio, assim como em razão do processo histórico de silenciamento e exclusão das mesmas do cenário político, não há mais espaços para violações da vontade e dos corpos femininos, sobretudo, de uma parlamentar legitimamente eleita, sob o argumento de ser uma “brincadeira”.”, também cita o documento.

Ainda conforme a nota, a intimidação e agressividade, por gestos e palavras, também podem se constituir em violência política de gênero.

“Pedir desculpas é válido, mas não basta, é preciso demonstrar em atos, que realmente está comprometido com a desconstrução de tais práticas desrespeitosas às mulheres e, ao mesmo tempo, comprometido com construção de um novo mundo, sem violência, sem preconceitos e livre do machismo estrutural.”

Nessa quinta-feira (2.2), após a repercussão negativa do episódio ocorrido no Poder Legislativo Estadual, o deputado Sinésio Campos gravou um vídeo ao lado da deputada Mayara Pinheiro Sinésio para se retratar e disse que se envolveu em uma “brincadeira”. O parlamentar reconheceu que foi deselegante.

“O que aconteceu foi uma brincadeira entre Mayara Pinheiro e eu, que queria que ela ficasse ao meu lado para tirar a foto oficial. No calor da brincadeira, reconheço que fui deselegante, mas, se tem alguém que respeita as mulheres e as minorias, sou eu, faz parte da minha índole”.

Visivelmente desconfortável ao lado do deputado, a deputada aceitou o pedido de desculpas e alertou que as mulheres não podem ter os seus direitos e vontades vedados e que o respeito entre os parlamentares precisa prevalecer.

“Fica o aprendizado que somos pessoas públicas, que temos que ter cuidado com as brincadeiras, que nenhuma mulher pode ser tolhida e fica o respeito entre nós parlamentares”, enfatizou a deputada.

Reportagem: Thiago Gonçalves

 

 

 

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