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Executivo - 25 de novembro de 2023
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Menezes deve manter apoio de Bolsonaro sem respaldo oficial, dizem especialistas

A distância entre o ex-presidente Jair Bolsonaro e o pré-candidato à prefeitura de Manaus, Cel. Alfredo Menezes, está levantando preocupações sobre a possível perda de apoio eleitoral por parte de Menezes. Analistas políticos discutem opções para Menezes diante dessa situação.

Por: Leon Furtado
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Nesta semana, o Coronel Alfredo Menezes (PL), autodeclarado pré-candidato à prefeitura de Manaus nas eleições de 2024, não participou da reunião do PL em Brasília (DF), que contou com a presença do ex-presidente Jair Bolsonaro. A ausência de Menezes suscitou questionamentos sobre a posição de Bolsonaro em relação ao seu apoio a Menezes. Ele foi expulso do PL, mas conseguiu manter sua filiação por meio de uma decisão judicial que suspendeu sua expulsão. Esta situação gerou desconforto interno no partido, alimentando especulações acerca da possibilidade de Menezes concorrer à prefeitura por outra sigla. O analista político e advogado Anderson Fonseca, juntamente com o cientista político Afrânio Soares, realizaram uma avaliação das estratégias que o Coronel Alfredo Menezes deve adotar para fortalecer sua imagem dentro do espectro político de direita, mesmo considerando a possibilidade de estar em outra sigla e, potencialmente, sem o respaldo do apoio de Bolsonaro.

Rumores e reviravoltas

É importante observar que, nos bastidores da política, surge a indicação de que o Capitão Alberto Neto, membro do PL e atualmente ocupante  do cargo de deputado federal, pode ser o candidato do partido para a prefeitura de Manaus. Isso adiciona complexidade à situação, uma vez que coloca Menezes e Neto como possíveis concorrentes dentro do mesmo partido, distanciando, assim, o apoio de Bolsonaro ao seu padrinho de casamento.

Afrânio Soares observou que, após a reunião, Neto declarou que ‘não há possibilidade de Bolsonaro apoiar Menezes’. Menezes está considerando a mudança para outro partido e o Partido Novo seria uma alternativa. Embora Maria do Carmo Seffair já tenha se lançado informalmente pelo Partido Novo, Soares destaca que sugere que Menezes não permanecerá no Partido Liberal (PL), principalmente devido ao desgaste com a diretoria nacional. Além disso, Bolsonaro pode não querer apoiar Menezes, pois isso poderia criar conflitos com membros importantes, como Valdemar e outros na direção nacional do PL.

“Até onde eu sei, o Coronel Menezes está tentando ir para outro partido, como, por exemplo, o Partido Novo. Para mim, ele não permanece no PL, até mesmo porque ele está bem desgastado com a diretoria nacional lá, e o Bolsonaro não vai querer livrar, digamos assim, o Menezes, porque aí ele teria que se indispor com o Valdemar e com outros da nacional”, esclareceu.

Fonseca menciona que, na capital, Manaus, o apoio a Bolsonaro é significativo, especialmente na região norte. Ele observa que vários candidatos estão buscando capitalizar esse apoio para suas candidaturas à prefeitura no próximo ano. Há uma ênfase na tentativa de se aproximar de Bolsonaro, e membros do mesmo partido estão procurando ser vistos como os escolhidos pelo ex-presidente.

Até o momento, ele mencionou que o nome que tem surgido nesse contexto é o do capitão Alberto Neto, que se tornou um expoente do PL em Manaus, especialmente após os desentendimentos com Menezes. A expulsão dificultou a capacidade dele de endossar a candidatura pelo PL.  Para o analista, até o momento, Alberto Neto parece ser a escolha mais viável para representar o PL nas eleições futuras, com base em sua popularidade e no contexto político local.

“Até o momento, o nome que tem surgido nesse sentido é do capitão Alberto Neto, que tem sido um expoente do PL aqui na nossa capital, tendo, inclusive, toda essa questão que acabou acontecendo com a saída compulsória do coronel Menezes. Muito embora o coronel Menezes tenha se colocado como candidato, tenha sido alçado a essa categoria por ele mesmo, mas está difícil ele conseguir, de repente, endossar isso pelo PL, tendo em vista todo tipo de problemas que já aconteceu ali, inclusive culminando com a sua expulsão. Creio eu, e outros analistas também já disseram isso”, avaliou.

Estratégias sem Bolsonaro

Soares ainda acredita que o Coronel Menezes provavelmente buscará outra sigla e tentará convencer a população de que tem o apoio de Bolsonaro, mesmo que não oficialmente. Ele destaca a importância do capital eleitoral de Menezes estar ligado a Bolsonaro mais do que ao PL. O cientista político ainda descartou outras possibilidades, como Menezes vir para o parlamento municipal.

“Ele vai usar vídeos antigos, vai usar o que ele puder para meio que convencer a população de que o presidente extraoficialmente o apoia e que ele prefere ter um canal abertíssimo com a direita nacional.  Não acho possível ele vir para o vereador. Eu acredito que o Menezes esteja se mantendo, e ele tem que fazer isso, afinal de contas o capital eleitoral dele é do Bolsonaro. Então, essa proximidade com o Bolsonaro é muito mais válida do que com o PL, porque o PL ele não está mais, apesar de judicialmente ainda estar, mas ele já foi descartado pela nacional”, concluiu.

Já Fonseca pontuou a existência de uma amizade entre o coronel Menezes e Bolsonaro, mas ressaltou que o pragmatismo político na tomada de decisões deve falar mais alto. Para ele, Bolsonaro deve considerar o que é mais conveniente para o Partido Liberal (PL).

“Muito embora tenha essa amizade, de maneira pragmática, o coronel Menezes e também o ex-presidente Bolsonaro vão ter que verificar se realmente isso pode ser levado à frente ou se o coronel Menezes vai ter que procurar uma outra sigla que lhe dê abrigo a esse seu intento de ser prefeito de Manaus”, concluiu.

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DISCORDÂNCIAS DE DESTERRO

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