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Ex-presidente da Funai afirma que Maduro autorizou garimpo em região de ianomâmis

Marcelo Xavier também defendeu a abertura de uma CPI para apurar atuação de ONGs que atuam na Amazônia

Por: Redação
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Durante entrevista nesta segunda-feira (30), o ex-presidente da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) Marcelo Xavier afirmou que na região onde estão os ianomâmis desnutridos, na fronteira entre Brasil e Venezuela, houve autorização de extração de minérios pelo governo do ditador Nicolás Maduro, aliado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Xavier também explicou que os ianomâmis são povos seminômades e que o fluxo migratório de indígenas para o Brasil tem acontecido por causa da crise famélica pela qual passa a Venezuela, sob Maduro. Ele também defendeu a instauração de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar supostas irregularidades na atuação de organizações não governamentais na região Amazônica.

“O que sabemos é que ali naquela região do Rio Orinoco o Maduro autorizou a extração ilegal de minério inclusive para sustentar o regime dele”, declarou Xavier. “Isso força naturalmente que os indígenas sejam expulsos de suas áreas.” Os ianomâmis, uma etnia seminômade, estão em uma região de 9 hectares exatamente na fronteira com a Venezuela, sendo que parte do território deles está no país vizinho.

A imprensa internacional fez reportagens sobre a liberação, desde 2016, do garimpo no Arco Minerador do Orinoco, uma faixa que ocupa 12% do território venezuelano.

#GovernoFederal #Funai Ianomamis

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Notas do Poder

11/07
12:33

REUNIÕES SECRETAS

Executivos da Âmbar Energia, ligada ao Grupo J&F dos irmãos Joesley e Wesley Batista, realizaram secretamente 17 reuniões com autoridades do Ministério de Minas e Energia entre junho de 2023 e maio de 2024, sem registro oficial. Essas reuniões precederam a assinatura de uma medida provisória pelo presidente Lula em 13 de junho, beneficiando um negócio da Âmbar na energia elétrica, cujo custo será repassado aos consumidores por até 15 anos. O Ministério e a Âmbar negam que as reuniões tenham discutido a medida, mas não divulgaram os temas tratados. Críticas à falta de transparência foram levantadas, especialmente pela deputada Adriana Ventura (Novo-SP).

11/07
12:32

FRACA ARTICULAÇÃO

A aprovação da reforma tributária na Câmara revelou a fraca articulação dos senadores Eduardo Braga e Omar Aziz, que deixaram de incluir a maioria das propostas do Amazonas para a Zona Franca de Manaus (ZFM). O texto foi aprovado por 336 votos a favor e 142 contra. Foram incluídas apenas contribuições para financiar a UEA e fundos de desenvolvimento, além de crédito presumido para indústrias. Alterações cruciais, como a inclusão do IPI e crédito presumido para operações internas, foram rejeitadas. Os parlamentares precisarão trabalhar mais eficientemente no Senado.

11/07
12:31

SILAS CONTRA

A Câmara dos Deputados aprovou o primeiro projeto de regulamentação da reforma tributária com 336 votos a favor, 142 contra e duas abstenções. A maioria dos deputados do Amazonas votou contra devido aos impactos negativos na Zona Franca de Manaus (ZFM), com exceção de Silas Câmara (Republicanos-AM), que apoiou o projeto. Pauderney Avelino (União-AM) criticou a redução do crédito presumido e a falta de alíquota zero para operações internas, alertando sobre o aumento dos preços e a diminuição da competitividade no Amazonas. O próximo desafio será no Senado Federal.

11/07
12:30

DITADURA DA NICARÁGUA

A ditadura de Ortega na Nicarágua fechou a Radio María e mais 12 ONGs, totalizando 3,6 mil entidades fechadas em seis anos. A ministra do Interior, Maria Amelia Coronel, justificou o fechamento da rádio pela falta de demonstrações financeiras de 2019 a 2023. Ortega continua a perseguir a Igreja Católica, expulsando e detendo padres, e cancelando a cidadania de líderes religiosos, forçando-os ao exílio.

11/07
12:29

DEFESA DA ZFM

Wilson Lima, governador do Amazonas, promete lutar incansavelmente pela competitividade da Zona Franca de Manaus (ZFM) após a votação na Câmara dos Deputados que prejudicou o estado. Ele criticou a exclusão de emendas cruciais para o modelo econômico, enquanto duas sugestões foram aceitas, incluindo contribuições para financiar a Universidade do Estado do Amazonas (UEA) e fundos de desenvolvimento, além de créditos presumidos para indústrias. Alterações solicitadas, como a inclusão do IPI para produtos aprovados pela Suframa e crédito presumido para operações internas, foram rejeitadas.

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