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Artistas indígenas são excluídos do evento #SouManaus

A renomada cantora Djuena Tikuna, uma das maiores referências da música indígena no país, causou um grande alvoroço nas redes sociais ao anunciar o cancelamento de sua participação no Festival #SouManaus Paço a Passo 2023, promovido pela Manauscult. A artista indígena, originária do Amazonas e primeira jornalista indígena formada no Estado, trouxe à tona sérias […]

Por: Leon Furtado
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A renomada cantora Djuena Tikuna, uma das maiores referências da música indígena no país, causou um grande alvoroço nas redes sociais ao anunciar o cancelamento de sua participação no Festival #SouManaus Paço a Passo 2023, promovido pela Manauscult. A artista indígena, originária do Amazonas e primeira jornalista indígena formada no Estado, trouxe à tona sérias críticas à organização do evento e à falta de diversidade cultural na programação.

Djuena Tikuna, conhecida por seu trabalho de valorização e resistência cultural, compartilhou sua frustração em uma postagem nas redes sociais, na qual detalhou os motivos que a levaram a tomar essa decisão drástica. A cantora afirma que, embora tenha sido convidada pelo diretor-presidente da Manauscult, Osvaldo Cardoso, para se apresentar durante o Festival, o contato subsequente foi praticamente inexistente, o que ela considera uma falta de profissionalismo por parte dos organizadores.

O episódio que culminou no cancelamento de sua participação aconteceu quando Djuena Tikuna e sua equipe decidiram enviar uma proposta formal no dia 4 de agosto, na tentativa de estabelecer um diálogo mais claro e eficiente com a organização do evento. No entanto, até o dia 24 de agosto, eles não receberam qualquer resposta por parte da Manauscult.

A resposta da Manauscult veio por e-mail, e foi aí que a surpresa se tornou indignação. A cantora foi informada de que não havia sido convidada para uma apresentação musical, como ela esperava, mas sim para uma “Roda de Conversa”. A justificativa da Fundação era que estavam adotando uma postura de “Economicidade”. Djuena Tikuna, no entanto, questionou essa explicação à luz da propaganda ostensiva do Festival na Times Square e da contratação de uma “atração internacional”.

A artista indígena ressaltou que ‘não enxerga a diversidade cultural sendo contemplada no festival’. Em contraste com a tendência nacional de dar mais espaço aos artistas indígenas, ela alega que, em Manaus, esses artistas são invisibilizados, mesmo com a cidade abrigando uma expressiva população de povos originários. Djuena Tikuna criticou a falta de representatividade e respeito com os artistas indígenas que vivem nas comunidades, longe dos olhos da curadoria da Manauscult.

Em sua postagem, a cantora enfatizou que repudia não apenas o desrespeito com ela e sua música, mas também com centenas de outros artistas indígenas de Manaus que não foram incluídos na programação do evento, apontando para a falta de diversidade e democracia no Festival. Ela também criticou a politização da cultura ao longo dos anos em Manaus, destacando que a pauta cultural tem sido explorada de maneira oportunista.

Confira o desabafo completo da cantora no link.

Djuena Tikuna encerrou seu comunicado afirmando que não representa o Festival da Manauscult e que não aceita ser usada como massa de manobra para agradar aos patrocinadores do evento. Ela concluiu, enfatizando a importância de respeitar a música indígena e todos os artistas que lutam pela preservação e valorização da cultura indígena no Brasil.

A controvérsia desencadeada pelo cancelamento da participação de Djuena Tikuna no Festival #Sou Manaus Paço a Passo 2023 provocou uma onda de comentários por parte de seus apoiadores. Veja os comentários:

Música indígena Resistência cultural SouManaus Manaus Artistas indígenas Diversidade cultural Djuena Tikuna

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08/02
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VAI DE PDT

O vereador de Itacoatiara, Arnoud Lucas, que é pré-candidato à prefeitura daquele município, revelou ao site O Poder que aguardará o período da janela partidária (7 de março a 5 de abril) para sair do atual partido em que está filiado, o Partido Verde (PV), e mudar para o Partido Democrático Trabalhista (PDT). Ele afirmou que já recebeu o aval do presidente estadual da legenda no Amazonas, o ex-deputado estadual Luiz Castro, e acredita que terá no PDT-AM o suporte necessário para viabilizar o seu projeto de candidatura à prefeitura de Itacoatiara.

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