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Executivo - 26 de fevereiro de 2024
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Após pressão, prefeitura desiste de contratar Hapvida para substituir Manausmed

Após uma série de controvérsias e pressões da oposição na Câmara de Vereadores, a Prefeitura de Manaus, liderada pelo prefeito David Almeida (Avante), anunciou sua decisão de desistir de contratar o plano de saúde da empresa Hapvida para atender os servidores municipais

Por: Redação
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Após uma série de controvérsias e pressões da oposição na Câmara de Vereadores, a Prefeitura de Manaus, liderada pelo prefeito David Almeida (Avante), anunciou sua decisão de desistir de contratar o plano de saúde da empresa Hapvida para atender os servidores municipais. A proposta visava substituir o Serviço de Assistência à Saúde do Município de Manaus (Manausmed) pelo plano da Hapvida, porém, encontrou forte resistência por parte dos servidores e críticas da oposição.

O anúncio ocorreu inclusive após professores e pedagogos da rede pública de Manaus planejarem realizar um protesto contra a contratação na próxima quarta-feira, dia 28.

O líder do prefeito na Câmara Municipal de Manaus, Eduardo Alfaia (PMN), comunicou a decisão nesta segunda-feira (26), destacando um suposto diálogo entre a prefeitura e os servidores, que, segundo o vereador Rodrigo Guedes, não teria ocorrido de forma efetiva. O vereador expressou suas suspeitas sobre os motivos por trás da desistência, sugerindo possíveis problemas no acordo ou receio de repercussões negativas nas eleições.

“Eu acho que aconteceu alguma coisa aí impronunciável, né? Eu tenho uma suspeita muito grande de que alguma coisa deu errado. Mas vamos pegar a informação oficial que o líder do prefeito falou que teve um diálogo da prefeitura com os servidores. Eu desconheço esse diálogo, não acredito que teve. E vamos lá, ignorar por um segundo que talvez tenha alguma coisa errada ali no acordo. Mas se a alegação do líder do prefeito proceder, eu acho que o que aconteceu foi um receio de uma interpretação, na verdade, de pegar mal na eleição. Muita gente reclamando, servidores públicos não queriam, não querem, não querem de forma alguma. E talvez isso tenha pesado, porque seria, para o prefeito, um golpe de morte nos servidores públicos.”, declarou.

Em suas declarações ao site O Poder, o parlamentar enfatizou a falta de consulta aos servidores e levantou preocupações sobre possíveis esquemas de corrupção envolvendo a proposta. Ele destacou a importância da atuação da oposição e da imprensa em denunciar o caso de forma incisiva, contribuindo para a resposta positiva à decisão da prefeitura.

“Se o prefeito se desse ao trabalho de fazer uma enquete, uma pesquisa entre os servidores, eu tenho certeza que daria ali 95% contra.”, comentou.

Rodrigo Guedes alertou para a necessidade de vigilância contínua, pois futuras tentativas de retomada do processo não podem ser descartadas.

“Felizmente houve o anúncio ali de que não vai ter mais esse contrato. Vamos só acompanhar, porque da prefeitura tudo é possível.”, disse. “Ia prejudicar, além de ser, a meu ver, algo muito claro, um esquema de corrupção, ia prejudicar os servidores municipais, os seus dependentes e também os atuais usuários já prejudicados da Hapvida, porque eles já não têm um atendimento digno. Se eles entrassem ali no bolo com mais 10 mil servidores, atendidos pela Manausmed, aí eu acho que o caos sairia do caos para o apocalipse”, acrescentou o vereador.

Além das críticas da oposição e dos servidores, o processo de contratação enfrentou obstáculos judiciais, com medidas cautelares e decisões que suspenderam temporariamente o processo. O Tribunal de Contas do Amazonas (TCE-AM) também esteve envolvido, emitindo uma medida cautelar que inicialmente suspendeu o processo.

“Ou seja, a todo momento, um processo extremamente conturbado, que, para mim, resta inequívoco, inclusive, de que se tratava ali de um conluio da Prefeitura de Manaus, lógico, os gestores, o prefeito com a Hapvida.”, finalizou Rodrigo Guedes.

Mais críticas

O deputado federal Amom Mandel, ex-vereador de Manaus, destacou a importância da mobilização popular e da pressão política exercida pela oposição na decisão da Prefeitura de Manaus de voltar atrás na contratação da Hapvida em substituição à Manausmed. Ele ressaltou que a substituição da Manausmed pela Hapvida representaria não apenas uma mudança estrutural, mas também uma forma de desvalorização do serviço público. O parlamentar, que é pré-candidato a prefeito da capital, destacou que essa medida seria prejudicial para a qualidade do atendimento oferecido à população, especialmente em um contexto onde a gestão municipal já é criticada por sua postura em relação aos professores e demais funcionários públicos.

“Parabéns a todos os professores e demais funcionários públicos que participaram da mobilização popular que fez a Prefeitura de Manaus voltar atrás na decisão absurda de desmontar a Manausmed e colocar a Hapvida no lugar. Que seria uma forma de desvalorização do serviço ao público, coisa que já não é novidade nessa gestão onde o próprio prefeito critica e bota pra cima dos professores de forma desrespeitosa. Parabéns também nesse caso aos vereadores da oposição que participaram desse movimento de pressão política em cima da gestão da David Almeida e conseguiram, junto com essa mobilização popular, fazer a Prefeitura voltar atrás.”, declarou Amom.

 

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