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No ‘Conversa Política’, presidente da Fecomércio-AM diz que setor não tem a devida valorização

Segundo o presidente, a federação começou a coletar dados para saber qual era a identidade do setor e o que representava na economia

Por: Redação
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Em entrevista no programa de entrevistas “Conversa Política”, do site O Poder e apresentado por Álvaro Corado, o presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Amazonas (Fecomércio-AM), Aderson Frota, disse que o comércio não tem a devida valorização e que o fato ficou evidente no período da pandemia da Covid-19.

“O comércio não é bem recebido, não é, digamos assim, aplaudido dentro do desempenho que ele tem na sociedade. Nós tivemos essa percepção por dois momentos de pandemia. O comércio foi o único segmento que ficou sobre restrições. Então, esse momento difícil, foi um momento que nos despertou para saber o seguinte: o que nós somos afinal de contas? O que que nós representamos na realidade e para que a gente possa entender melhor porque que nós fomos punidos se nós temos a missão de atender a população?”, questionou Frota.

Segundo o presidente, a federação começou a coletar dados para saber qual era a identidade do setor e o que representava na economia.

“Os dados apontam o seguinte, que o nosso segmento comércio e serviço são responsáveis por quase 50% noção de 47% do Produto Interno Bruto (PIB) e isso aí é um dado importante e não é dito por nós, é dito pelo IBGE. A contribuição para a sociedade é quanto nós recolhemos de tributos para o governo do estado.  Historicamente, quase 60% de toda arrecadação historicamente nós somos 57 que tem oscilações e esse período como eu disse para você que tá difícil nós ficamos abaixo de 53%, mas todos os setores caíram.”, disse.

Para Aderson Frota, o seguimento é tratado com mais rigor do ponto de vista de recolhimento de tributos.

“Embora nós sejamos quase 60% dos tributos, sendo a maior parcela, o nosso tratamento é (…) enquanto o tratamento da indústria – que ela merece, que ela é um dos vetores da economia, não tenha dúvida, a indústria recolhe-se ICMS com desconto que varia de 55% a 100%.”, observou.

De acordo com ele, o processo de recuperação teve razões muito graves que pontilharam o ano, entre eles o aumento no custo do dinheiro, juros bancários, do preço do combustível, o preço dos fretes dos fertilizantes que gravaram os alimentos.

“O problema mais grave é exatamente no momento em que o governo através do banco central usou o medicamento de controlar a inflação porque era um ano político, era um momento que precisava realmente conter o galope muito acelerado da inflação. Então, o que aconteceu foi que o Banco Central usou uma técnica muito normal em qualquer país, ajustou a taxa Selic.”, explicou.

Para o presidente da Fecomércio-AM, a economia sofre as consequências e atinge automaticamente o consumidor e isso complica a economia porque quando a população não consegue absorver os custos da inflação, o custo dos juros bancários resulta na retração da atividade comercial.

“A realidade hoje é de alto nível de inadimplência e o consumidor está amedrontado e não quer comprar porque ele vai priorizar o que ele vai comprar. Nós estamos focando num aspecto que é exatamente o mais difícil de a gente poder viabilizar aqui é a negatividade. O consumidor quando tá devendo ele fica negativo.”, ressaltou o empresário.

Sobre a reforma tributária, Frota disse que é preciso dizer com clareza quanto o consumidor paga, o que paga e quanto paga de carga.

“É primeiramente a redução de burocracia, a simplificação da legislação e que não haja aumento de carga tributária e são seus princípios, mas é importante que nós tenhamos em mente uma situação que é muito difícil, eu acho que é difícil, embora não tô dizendo que é impossível, é difícil porque o Brasil é um continente com cinco regiões diferentes. Os problemas daqui da Amazônia, do Nordeste, Centro-Oeste e sudeste”, disse.

Para o presidente da Fecomércio-AM, é necessário focar nas despesas para equilibrar as contas.

“Nós temos que falar de despesa porque senão um balanço não é equilibra. Então focar sua receita não significa dizer que um pai de família porque ganha, mas ele tá equilibrando o orçamento dele, então é importante que ele tenha um contexto que ele ganha e possa gastar exatamente dentro daquele orçamento”.

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