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‘Mortes violentas são decorrentes de guerra entre facções’, diz delegado-geral Bruno Fraga

O delegado-geral da Polícia Civil do Amazonas, Bruno Fraga, foi o entrevistado do programa “Conversa Política”, do site O Poder e apresentado pelo jornalista Álvaro Corado, neste domingo

Por: Redação
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Em entrevista ao programa Conversa Política, o delegado-geral da Polícia Civil do Amazonas, Bruno Fraga, disse que as mortes violentas no Amazonas são decorrentes da guerra entre facções, mas o Governo do Estado tem trabalhado para combater o crime organizado.

“Existe um histórico que justifica isso, nós temos organizações criminosas que estão migrando do Sudeste para o Amazonas em razão da proximidade com as nossas fronteiras e aí também é muito bom que se repita que se trata de um problema transnacional, isso não é um problema apenas do Estado do Amazonas.”, disse.

Fraga considera que o Estado tem responsabilidade junto outros entes, inclusive mundiais. “O Estado já causou mais de R$100 milhões de prejuízos organizações, a polícia aprendeu, somente neste ano, mais de 14 toneladas de droga, nós temos mais de 200 homicidas presos, ou seja, mais de um homicida é preso no estado do Amazonas por dia, então os números mostram que a polícia vem trabalhando e isso decorre dos investimentos que o nosso governador.”, afirmou.

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Foto: Divulgação

Além da migração de organizações criminosas, existe outro fator que dificulta o trabalho contra o tráfico que é o tamanho do estado. “Nós temos uma fronteira muito grande, existe uma dificuldade na fiscalização, mas esse panorama tá sendo modificado. Nós temos um enfrentamento que vem dando resultado, então, afirmar, usar essa narrativa de que o Amazonas é um estado extremamente violento não é correto.”, comentou.

Com o surgimento das organizações criminosas na região Sudeste, houve uma expansão de facções para outras regiões por meio do próprio sistema prisional, segundo Fraga.

“Começaram a querer essa expansão através inclusive do sistema prisional para angariar pessoas para criarem uma organização e o Amazonas possui essa peculiaridade de estar limítrofe com os maiores produtores de droga. Também uma proximidade com a Bolívia que é um grande produtor. Então existe essa atratividade para que o crime organizado tenha chegado até a nossa região.”, relatou.

Segundo Fraga, as organizações buscaram expandir o mercado fazendo essas capitações no Brasil inteiro dentro do sistema prisional e chegaram até o Amazonas, é uma fonte de acesso mais fácil para o escoamento da droga não só para o Sul do Brasil, Sudeste do Brasil como também para a Europa e para a África.

Taxa de homicídio

Os homicídios envolvendo facções criminosa representam, segundo Fraga, 80%, ou seja, a maioria dos crimes desse tipo de violência no estado.

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Foto: Imediato

“O índice de periculosidade de uma cidade ele é medido pela taxa de homicídio porque os demais crimes têm uma taxa muito grande de subnotificação. Nem sempre o cidadão que é furtado, que é roubado vai até a delegacia, mas o homicídio não tem como você fugir porque existe a materialidade e o corpo em algum momento vai aparecer, a família de quem tá desaparecido vai recorrer lá na polícia.”, explicou.

Fraga alerta que o Estado deve estar muito atento e reforçar ao máximo o trabalho para não haver no Brasil formações carteis como tem em outros países.

“Hoje em dia a gente já tá falando de situações em que essas organizações criminosas entram para a política, agora mesmo a gente viu notícias de que essas facções financiam estudantes de Direito para cursos e concursos de Ministério Público.”, disse.

Descriminalização do porte de droga

Sobre a análise Supremo Tribunal Federal (STF) da possibilidade de descriminalização do porte de drogas para consumo próprio, o delegado afirma que é contra.

“A questão de que a maconha não é uma droga que deixaria alguém excitado a ponto de cometer um crime mas esquece do que acontece na realidade né a grande maioria das mortes que acontecem aqui é justamente pela disputa da boca de fumo, é justamente aquele que não tem o dinheiro para conseguir comprar droga e vai ter que tentar roubar alguém, vai cometer um latrocínio para ir lá comprar sua maconha ou não paga.”, declarou.

Ainda segundo o delegado, as pessoas as pessoas estão vendo a legalização da maconha sobre a ótica daquele que tem o dinheiro para comprar, “mas nosso país está preparado para isso a gente tem estrutura para isso.”, afirmou.

Investimento em inteligência policial

Conforme Fraga, as polícias do Brasil inteiro investem cada vez mais na área de inteligência para esclarecer a dinâmica e combater os crimes. “Muito do narcotráfico também passa por um computador a lavagem do dinheiro – ela (organização criminosa) utiliza um computador utiliza inteligência para fazer o escoamento e isso é o principal para a gente combater.”, comentou.

Além dos crimes de tráfico de drogas, as facções estão investindo em golpes por meio da internet. “Nós temos um aumento significativo de estelionatos virtuais pessoas, caindo em golpes toda hora, então, a tecnologia hoje, ela é primordial para que a gente consiga ter uma investigação robusta uma investigação que consiga comprovar né materialmente.”, disse.

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O delegado-geral Bruno Fraga, entrevistado no programa “Conversa Política”, do site O Poder, e apresentado por Álvaro Corado

Segundo o delegado, todas as polícias no Brasil inteiro estão demandando bastante atenção na área de inteligência. “No Amazonas, por exemplo, a gente precisaria ampliar essa estrutura, ampliar a capacidade de se produzir inteligência em vários segmentos de crimes imagina é algo que hoje ainda não é o ideal.”.

Segundo Fraga, o sistema de lavagem de capitais dessas organizações é muito sofisticado e a fonte de renda ela é muito grande, então eles tentam expandir as terminações criminosas pelo Brasil inteiro.

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