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Legislativo - 20 de junho de 2024
Foto: Reprodução/ Youtube

Exclusivo: Raiff Matos comenta declaração polêmica sobre estupro e homicídio

Nesta quinta-feira (20), em entrevista ao programa Poder e Opinião, do site O Poder, o vereador Raiff Matos (PL) reiterou sua posição contrária ao aborto

Por: Andreza Miller
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Em entrevista ao programa Poder e Opinião nesta quinta-feira (20/6), o vereador Raiff Matos (PL) reiterou sua posição contrária ao aborto. Durante a conversa, o parlamentar criticou a hipocrisia que, segundo ele, permeia o debate sobre o tema e afirmou que é necessário tomar um posicionamento claro.

Matos respondeu a várias perguntas, incluindo uma polêmica comparação que fez entre homicídio e estupro ao falar na Câmara Municipal de Manaus (CMM) sobre o PL do Aborto. Ele reafirmou sua opinião e explicou seu ponto de vista:

“Reitero e afirmo o que disse. Precisamos contextualizar: existe uma agenda internacional financiada por George Soros, que investe bilhões de dólares em militância digital. Muitos estão caindo nessa agenda, relativizando valores e princípios judaico-cristãos. A vida está acima de tudo. Não podemos simplesmente tratar um ser humano inocente como algo descartável,” disse Matos.

Ele argumentou que a prática do aborto é uma forma de presumir que a vida gerada será indesejada ou problemática. “Sou contra o aborto, sou a favor da vida, que deve ser prioridade. Homicídio é tirar uma vida, e isso é inaceitável,” afirmou.

No quadro “Sincerão da Política”, o vereador também opinou sobre outros políticos do Amazonas. Sobre o senador Plínio Valério, Matos comentou:

“Plínio foi uma surpresa. Fui ao gabinete dele em Brasília, conversei com ele e encontramos afinidades. Ele tem feito um bom mandato, o que é difícil em Brasília. Plínio tem sido uma grande revelação.”

Ao falar sobre o ex-presidente Lula, Matos foi contundente. “Lula é um ex-presidiário que tem destruído a nação brasileira, causando grande estrago na sociedade,” disse Matos. “Quanto a Marcelo Ramos, temos algumas afinidades e divergências políticas, mas respeito seu momento atual.”

Sobre o presidente da Assembleia Legislativa do Amazonas (ALEAM), Roberto Cidade, Matos afirmou:

“Ele é um político talentoso, tentando fazer a diferença. Tem planos ousados, como ser prefeito de Manaus, e desejo sucesso a ele. Embora tenhamos divergências, vivemos em uma democracia.”

Em relação a Eduardo Braga, Matos reconheceu suas contribuições. “Braga já deu sua contribuição ao Estado. A população escolhe seus candidatos, e ele precisa dar espaço aos mais jovens no Senado,” comentou Matos. “Omar Aziz também já contribuiu, mas é hora de abrir espaço para novos nomes.”

Matos elogiou o Capitão Alberto Neto, com quem compartilha afinidades ideológicas. “Ele é o candidato do PL, meu partido, e do presidente Bolsonaro. Estamos trabalhando para ele vencer no segundo turno e ganhar a eleição para prefeito de Manaus,” afirmou.

Se Alberto Neto vencer, Matos destacou a necessidade de um choque de gestão. “Manaus precisa de uma gestão eficaz, menos comunicação e mais ação. A prioridade deve ser o que é urgente, pois vidas estão em jogo. O prefeito atual começou bem, mas desviou-se ao focar em mídia e outras questões menores. Precisamos de uma abordagem firme e um diálogo direto com a população para resolver as urgências da cidade,” finalizou Matos.

A entrevista de Raiff Matos deixou claro seu posicionamento firme em temas polêmicos e suas expectativas para o futuro político de Manaus.

Veja a íntegra do programa:

#raiff Matos

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Notas do Poder

11/07
12:33

REUNIÕES SECRETAS

Executivos da Âmbar Energia, ligada ao Grupo J&F dos irmãos Joesley e Wesley Batista, realizaram secretamente 17 reuniões com autoridades do Ministério de Minas e Energia entre junho de 2023 e maio de 2024, sem registro oficial. Essas reuniões precederam a assinatura de uma medida provisória pelo presidente Lula em 13 de junho, beneficiando um negócio da Âmbar na energia elétrica, cujo custo será repassado aos consumidores por até 15 anos. O Ministério e a Âmbar negam que as reuniões tenham discutido a medida, mas não divulgaram os temas tratados. Críticas à falta de transparência foram levantadas, especialmente pela deputada Adriana Ventura (Novo-SP).

11/07
12:32

FRACA ARTICULAÇÃO

A aprovação da reforma tributária na Câmara revelou a fraca articulação dos senadores Eduardo Braga e Omar Aziz, que deixaram de incluir a maioria das propostas do Amazonas para a Zona Franca de Manaus (ZFM). O texto foi aprovado por 336 votos a favor e 142 contra. Foram incluídas apenas contribuições para financiar a UEA e fundos de desenvolvimento, além de crédito presumido para indústrias. Alterações cruciais, como a inclusão do IPI e crédito presumido para operações internas, foram rejeitadas. Os parlamentares precisarão trabalhar mais eficientemente no Senado.

11/07
12:31

SILAS CONTRA

A Câmara dos Deputados aprovou o primeiro projeto de regulamentação da reforma tributária com 336 votos a favor, 142 contra e duas abstenções. A maioria dos deputados do Amazonas votou contra devido aos impactos negativos na Zona Franca de Manaus (ZFM), com exceção de Silas Câmara (Republicanos-AM), que apoiou o projeto. Pauderney Avelino (União-AM) criticou a redução do crédito presumido e a falta de alíquota zero para operações internas, alertando sobre o aumento dos preços e a diminuição da competitividade no Amazonas. O próximo desafio será no Senado Federal.

11/07
12:30

DITADURA DA NICARÁGUA

A ditadura de Ortega na Nicarágua fechou a Radio María e mais 12 ONGs, totalizando 3,6 mil entidades fechadas em seis anos. A ministra do Interior, Maria Amelia Coronel, justificou o fechamento da rádio pela falta de demonstrações financeiras de 2019 a 2023. Ortega continua a perseguir a Igreja Católica, expulsando e detendo padres, e cancelando a cidadania de líderes religiosos, forçando-os ao exílio.

11/07
12:29

DEFESA DA ZFM

Wilson Lima, governador do Amazonas, promete lutar incansavelmente pela competitividade da Zona Franca de Manaus (ZFM) após a votação na Câmara dos Deputados que prejudicou o estado. Ele criticou a exclusão de emendas cruciais para o modelo econômico, enquanto duas sugestões foram aceitas, incluindo contribuições para financiar a Universidade do Estado do Amazonas (UEA) e fundos de desenvolvimento, além de créditos presumidos para indústrias. Alterações solicitadas, como a inclusão do IPI para produtos aprovados pela Suframa e crédito presumido para operações internas, foram rejeitadas.

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