Mesmo internado na UTI, o presidente decidiu não se licenciar por não ver obrigação nem necessidade. Especialista aponta preocupação do petista em não se mostrar “mortal”
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Embora internado desde a noite de segunda-feira (10) em São Paulo para tratar de um hematoma na cabeça, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva optou por não transferir o cargo ao vice-presidente Geraldo Alckmin. A decisão, considerada estratégica por seus aliados, busca evitar especulações sobre a gravidade de sua condição de saúde e preservar a imagem de estabilidade no governo.
Segundo auxiliares do presidente, a Constituição determina que a transmissão do cargo ao vice só ocorre em casos de impedimento físico ou mental, o que não foi configurado. Mesmo na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), Lula continuou despachando e mantendo contato telefônico com ministros. Ele também presidiu remotamente o encontro do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, o Conselhão, na quinta-feira.
A UTI ocupada pelo presidente no Hospital Sírio-Libanês é privativa e permite que ele trate assuntos de governo com privacidade. Para manter sua rotina administrativa, Lula tem contado com apoio da equipe médica e restrições rigorosas a visitas.
Na madrugada de terça-feira, Lula passou por uma trepanação, procedimento para drenar um hematoma de três centímetros causado por uma queda sofrida há dois meses. Nesta quinta-feira (12), realizou uma embolização preventiva da artéria meníngea média para evitar novos sangramentos. Apesar das intervenções, o presidente está consciente, conversando normalmente e se recupera bem, segundo o cardiologista Roberto Kalil.
A previsão é que Lula permaneça internado até a próxima terça-feira (17), com recomendação de evitar viagens e reduzir o ritmo de trabalho até o final do ano.
A professora de Ciência Política Mayra Goulart afirma que Lula evita se afastar devido ao seu papel simbólico e estratégico, destacando que sua figura é crucial para a estabilidade política e mediação de conflitos no PT e no governo. Segundo ela, a doença expõe sua humanidade, mas ele busca preservar sua imagem como líder. “Todo esse desafio sobre o afastamento do Lula, de ele não poder se afastar para se tratar como qualquer pessoa faria, é o fato de que ele é um símbolo e um símbolo não pode ser mortal. A doença dele está chamando atenção para o fato de que ele é um ser humano e, portanto, mortal”, diz.
Já o cientista político Gabriel Goldfajn considera a decisão de não transferir o cargo acertada no curto prazo, pois demonstra controle da situação. No entanto, alertou que, caso a recuperação se estenda ou não sejam divulgadas imagens do presidente em breve, isso pode gerar incertezas.
A Prefeitura de Bonfim, sob o comando de Romualdo Feitosa (Republicanos), firmou contrato de R$ 706.999,92 com a União Empreendimentos LTDA para a locação de uma retroescavadeira e um caminhão caçamba. O contrato, assinado em 6 de março de 2025, tem validade de um ano e atende à Secretaria Municipal de Urbanismo, Paisagismo e Limpeza Urbana. A empresa, fundada em 2014 e registrada em Boa Vista, possui atividades secundárias como manutenção de máquinas e construção de edifícios.
O prefeito de Juruá, Ilquer Cunha, enfrenta investigações por possível abuso de poder econômico nas eleições. O caso está na Zona Eleitoral de Juruá, sob o juiz Danny Rodrigues Moraes. O prazo para a defesa se encerra na próxima semana, conforme o Diário Oficial do TRE-AM. Se as irregularidades forem confirmadas, Cunha pode sofrer penalidades, incluindo multas ou até a cassação do mandato.
A prefeita de Manacapuru, Valciléia Flores Maciel, nomeou familiares do novo secretário de Administração, João Luiz de Souza França Filho, para cargos na gestão municipal. Seus filhos, Gustavo Gabryel e Luan Matthaus, foram designados para funções na Semad. Além disso, José Lucas Tavares assumiu a direção do hospital da cidade, enquanto sua irmã, Jackeline Tavares, tornou-se chefe de gabinete da prefeita. As nomeações foram publicadas no Diário Oficial do município.
A federação entre União Brasil e PP está prestes a ser oficializada, consolidando um dos blocos mais fortes do Congresso. No Amazonas, o grupo do governador Wilson Lima comandará a aliança, que terá maior tempo de TV e um dos maiores fundos partidários do país. O deputado Fausto Jr. destacou que a meta é eleger três deputados federais e um senador. Wilson Lima, fortalecido, deve disputar o Senado e influenciar sua sucessão estadual, ampliando sua articulação para 2026.
A votação do relatório sobre o pedido de impeachment do governador de Roraima, Antonio Denarium (Progressistas), foi adiada nesta terça-feira (18) após um pedido de vistas do deputado Jorge Everton (União). O parlamentar explicou que a Comissão Especial da Assembleia Legislativa de Roraima (ALE-RR), responsável por analisar a denúncia por crime de responsabilidade contra o governador, ainda aguarda informações do Tribunal de Contas do Estado (TCE-RR), que foram solicitadas em fevereiro.
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