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Executivo - 08 de julho de 2024
Foto: Reprodução

“Não chamem de linguagem neutra, é um dialeto,” afirma Cíntia Chagas no CPAC Brasil

Neste domingo (7), durante o CPAC Brasil em Balneário Camboriú (SC), a educadora e especialista em língua portuguesa, Cíntia Chagas, criticou duramente a chamada linguagem neutra, referindo-se a ela como um “dialeto” imposto por ideologias progressistas

Por: Redação
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Neste domingo (7), durante o CPAC Brasil em Balneário Camboriú (SC), a educadora e especialista em língua portuguesa, Cíntia Chagas, criticou duramente a chamada linguagem neutra, referindo-se a ela como um “dialeto” imposto por ideologias progressistas.

Chagas argumentou que a língua portuguesa evolui de maneira natural e gradual, e não por imposições ideológicas.

“A língua é viva, mas ninguém saiu por aí com uma placa dizendo ‘quero falar você, pelo fim de vosmecê’. Vocês já viram isso? Ouviram falar na história da língua portuguesa? É óbvio que não. A língua é viva, sim, mas as mudanças do nosso idioma ocorrem de modo paulatino, e não por uma imposição ideológica de imbecis. É isso que são. Primeiro, eles mudam o que nós falamos; depois, eles mudam o que nós pensamos; e, por fim, eles mudam o que nós fazemos. A linguagem é, sempre foi, e sempre será o maior meio de dominação,” declarou Chagas.

Ela também desafiou a legitimidade do uso da linguagem neutra, destacando que a proposta vem de um grupo marginalizado que busca impor suas ideias e não representa um desenvolvimento genuíno da língua. “Peço a vocês, encarecidamente, que não chamem de linguagem neutra, não. É um dialeto, e todo dialeto vive à margem da sociedade, de modo que à margem ele continuará,” disse a educadora.

Chagas destacou que os progressistas são um “câncer da sociedade” e que suas tentativas de modificar a linguagem são uma forma de manipulação ideológica. “O todes é uma linguagem criada pelos progressistas e os progressistas são câncer da nossa sociedade. O dialeto não-binário é uma linguagem criada por eles,” afirmou a especialista.

A palestra de Cíntia Chagas foi parte do CPAC Brasil, um congresso conservador que atrai políticos da direita. O evento deste ano contou com a presença de figuras destacadas como o presidente argentino Javier Milei e o ex-presidente Jair Bolsonaro.

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Notas do Poder

11/07
12:33

REUNIÕES SECRETAS

Executivos da Âmbar Energia, ligada ao Grupo J&F dos irmãos Joesley e Wesley Batista, realizaram secretamente 17 reuniões com autoridades do Ministério de Minas e Energia entre junho de 2023 e maio de 2024, sem registro oficial. Essas reuniões precederam a assinatura de uma medida provisória pelo presidente Lula em 13 de junho, beneficiando um negócio da Âmbar na energia elétrica, cujo custo será repassado aos consumidores por até 15 anos. O Ministério e a Âmbar negam que as reuniões tenham discutido a medida, mas não divulgaram os temas tratados. Críticas à falta de transparência foram levantadas, especialmente pela deputada Adriana Ventura (Novo-SP).

11/07
12:32

FRACA ARTICULAÇÃO

A aprovação da reforma tributária na Câmara revelou a fraca articulação dos senadores Eduardo Braga e Omar Aziz, que deixaram de incluir a maioria das propostas do Amazonas para a Zona Franca de Manaus (ZFM). O texto foi aprovado por 336 votos a favor e 142 contra. Foram incluídas apenas contribuições para financiar a UEA e fundos de desenvolvimento, além de crédito presumido para indústrias. Alterações cruciais, como a inclusão do IPI e crédito presumido para operações internas, foram rejeitadas. Os parlamentares precisarão trabalhar mais eficientemente no Senado.

11/07
12:31

SILAS CONTRA

A Câmara dos Deputados aprovou o primeiro projeto de regulamentação da reforma tributária com 336 votos a favor, 142 contra e duas abstenções. A maioria dos deputados do Amazonas votou contra devido aos impactos negativos na Zona Franca de Manaus (ZFM), com exceção de Silas Câmara (Republicanos-AM), que apoiou o projeto. Pauderney Avelino (União-AM) criticou a redução do crédito presumido e a falta de alíquota zero para operações internas, alertando sobre o aumento dos preços e a diminuição da competitividade no Amazonas. O próximo desafio será no Senado Federal.

11/07
12:30

DITADURA DA NICARÁGUA

A ditadura de Ortega na Nicarágua fechou a Radio María e mais 12 ONGs, totalizando 3,6 mil entidades fechadas em seis anos. A ministra do Interior, Maria Amelia Coronel, justificou o fechamento da rádio pela falta de demonstrações financeiras de 2019 a 2023. Ortega continua a perseguir a Igreja Católica, expulsando e detendo padres, e cancelando a cidadania de líderes religiosos, forçando-os ao exílio.

11/07
12:29

DEFESA DA ZFM

Wilson Lima, governador do Amazonas, promete lutar incansavelmente pela competitividade da Zona Franca de Manaus (ZFM) após a votação na Câmara dos Deputados que prejudicou o estado. Ele criticou a exclusão de emendas cruciais para o modelo econômico, enquanto duas sugestões foram aceitas, incluindo contribuições para financiar a Universidade do Estado do Amazonas (UEA) e fundos de desenvolvimento, além de créditos presumidos para indústrias. Alterações solicitadas, como a inclusão do IPI para produtos aprovados pela Suframa e crédito presumido para operações internas, foram rejeitadas.

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