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Executivo - 19 de janeiro de 2024
Foto: Reuters

EUA atacam houthis: Biden admite que bombardeios não travam grupo

Mísseis antinavio estavam apontados para o sul do Mar Vermelho

Por: Agência Brasil
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Os Estados Unidos (EUA) realizaram o quinto ataque contra os rebeldes houthis do Iêmen, nessa quinta-feira (18), apesar de o presidente Joe Biden reconhecer que os bombardeios não estão contendo os ataques no Mar Vermelho. Logo após os comentários de Biden, os houthis atacaram um navio mercante norte-americano no golfo de Aden.

O conflito entre os rebeldes do Iêmen e os EUA continua. Segundo a Casa Branca, as forças norte-americanas “destruíram ontem uma série de mísseis antinavio houthi”, que “estavam apontados para o sul do Mar Vermelho e preparados para serem lançados”.

“As forças norte-americanas identificaram os mísseis em áreas do Iêmen controladas pelos houthi” por volta das 15h40 (hora local). Consideraram que eles eram ameaça iminente aos navios mercantes e da Marinha dos EUA na região”, disse o Comando Central em comunicado.

“As forças dos EUA posteriormente atacaram e destruíram os mísseis em legítima defesa”, acrescentou.

Em entrevista após os ataques, o presidente norte-americano admitiu que os ataques de Washington contra os houthis não estão conseguindo conter os bombardeios no Mar Vermelho.

“Quando perguntam se estão funcionando, estão querendo saber se eles [os ataques] estão travando os houthis? Não. Eles vão continuar [com os ataques]? Sim”, disse Biden aos jornalistas em Washington.

Houthis atacam navio

Logo após os comentários do presidente norte-americano, os rebeldes iemenitas lançaram novo ataque com mísseis contra um navio mercante de bandeira norte-americana no golfo de Aden.

Washington confirmou o ataque, adiantando que a tripulação do Chem Ranger viu mísseis caírem na água perto do navio e não registrou feridos ou danos, tendo prosseguido na rota.

Este é o terceiro ataque da semana contra navios dos EUA e o quarto em geral desta semana. Na quarta-feira, outro navio de propriedade norte-americana foi atingido, horas depois de Washington ter redesignado os houthis como organização terrorista, retomando sanções retiradas em 2021.

Em resposta, os hhouthis consideraram “uma honra” a designação como grupo terrorista e o fato de estarem em “confronto direto” com Israel, os EUA e o Reino Unido.

“A designação dos Estados Unidos não tem qualquer valor e isso não mudará a posição do Iêmen em apoio à Palestina. Pelo contrário, consideramos que se trata de uma medalha de honra por apoiar a resistência palestina em Gaza, enquanto os EUA exercem a sua agressão contra o Iêmen”, afirmou o porta-voz rebelde, Mohamed Abdelsalam, na rede social X, na quarta-feira.

Os houthis começaram a atacar navios mercantes em novembro, sob o argumento de que agiam em solidariedade aos palestinos na Faixa de Gaza. Desde então, os rebeldes do Iêmen desencadearam dezenas de ataques a navios-tanque comerciais que atravessavam o Mar Vermelho, uma das rotas marítimas mais movimentadas do mundo. O movimento diz ter como alvo navios suspeitos de ligação com Israel.

Em resposta, os EUA e o Reino Unido lançaram uma onda de ataques aéreos e marítimos contra dezenas de alvos houthi em 11 de janeiro.

Conflito no Oriente Médio Estados Unidos houthis Ataque Mar Vermelho

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Notas do Poder

11/07
12:33

REUNIÕES SECRETAS

Executivos da Âmbar Energia, ligada ao Grupo J&F dos irmãos Joesley e Wesley Batista, realizaram secretamente 17 reuniões com autoridades do Ministério de Minas e Energia entre junho de 2023 e maio de 2024, sem registro oficial. Essas reuniões precederam a assinatura de uma medida provisória pelo presidente Lula em 13 de junho, beneficiando um negócio da Âmbar na energia elétrica, cujo custo será repassado aos consumidores por até 15 anos. O Ministério e a Âmbar negam que as reuniões tenham discutido a medida, mas não divulgaram os temas tratados. Críticas à falta de transparência foram levantadas, especialmente pela deputada Adriana Ventura (Novo-SP).

11/07
12:32

FRACA ARTICULAÇÃO

A aprovação da reforma tributária na Câmara revelou a fraca articulação dos senadores Eduardo Braga e Omar Aziz, que deixaram de incluir a maioria das propostas do Amazonas para a Zona Franca de Manaus (ZFM). O texto foi aprovado por 336 votos a favor e 142 contra. Foram incluídas apenas contribuições para financiar a UEA e fundos de desenvolvimento, além de crédito presumido para indústrias. Alterações cruciais, como a inclusão do IPI e crédito presumido para operações internas, foram rejeitadas. Os parlamentares precisarão trabalhar mais eficientemente no Senado.

11/07
12:31

SILAS CONTRA

A Câmara dos Deputados aprovou o primeiro projeto de regulamentação da reforma tributária com 336 votos a favor, 142 contra e duas abstenções. A maioria dos deputados do Amazonas votou contra devido aos impactos negativos na Zona Franca de Manaus (ZFM), com exceção de Silas Câmara (Republicanos-AM), que apoiou o projeto. Pauderney Avelino (União-AM) criticou a redução do crédito presumido e a falta de alíquota zero para operações internas, alertando sobre o aumento dos preços e a diminuição da competitividade no Amazonas. O próximo desafio será no Senado Federal.

11/07
12:30

DITADURA DA NICARÁGUA

A ditadura de Ortega na Nicarágua fechou a Radio María e mais 12 ONGs, totalizando 3,6 mil entidades fechadas em seis anos. A ministra do Interior, Maria Amelia Coronel, justificou o fechamento da rádio pela falta de demonstrações financeiras de 2019 a 2023. Ortega continua a perseguir a Igreja Católica, expulsando e detendo padres, e cancelando a cidadania de líderes religiosos, forçando-os ao exílio.

11/07
12:29

DEFESA DA ZFM

Wilson Lima, governador do Amazonas, promete lutar incansavelmente pela competitividade da Zona Franca de Manaus (ZFM) após a votação na Câmara dos Deputados que prejudicou o estado. Ele criticou a exclusão de emendas cruciais para o modelo econômico, enquanto duas sugestões foram aceitas, incluindo contribuições para financiar a Universidade do Estado do Amazonas (UEA) e fundos de desenvolvimento, além de créditos presumidos para indústrias. Alterações solicitadas, como a inclusão do IPI para produtos aprovados pela Suframa e crédito presumido para operações internas, foram rejeitadas.

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