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Executivo - 25 de fevereiro de 2022
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Entenda o que é a Otan e qual sua relação com o conflito Rússia e Ucrânia

Liderada pelos EUA, a Otan é uma aliança militar criada em 1949 por 12 países, incluindo Canadá, Reino Unido e França

Por: Redação
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Manaus | AM | Com informações do UOL

A crise entre Rússia e Ucrânia tem como um dos pontos principais a oposição russa à entrada do país vizinho na Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). A Otan é uma aliança militar entre nações da América do Norte e Europa. Ela foi criada no pós-Segunda Guerra Mundial (1939-1945), no contexto da Guerra Fria, com o objetivo de impedir o avanço da influência da então União Soviética sobre os países da Europa Ocidental.

Liderada pelos EUA, a Otan é uma aliança militar criada em 1949 por 12 países, incluindo Canadá, Reino Unido e França. Com a organização, seus membros assumiram o compromisso de ajudar uns aos outros no caso de um ataque armado contra qualquer Estado que fizesse parte da aliança. Em resposta, a União Soviética criou em 1955 o Pacto de Varsóvia, uma aliança militar com países comunistas do Leste Europeu.

No entanto, com o fim da URSS em 1991, nações que faziam parte do grupo liderado por Moscou passaram a fazer parte da Otan. República Tcheca, Eslováquia, Hungria e Polônia, assim como as ex-repúblicas soviéticas Estônia, Letônia e Lituânia, hoje fazem parte da Otan.

Com sede em Bruxelas, na Bélgica, a Otan conta atualmente com 30 países-membros: Albânia, Alemanha, Bélgica, Bulgária, Canadá, Croácia, Dinamarca, Eslováquia, Eslovênia, Espanha, EUA, Estônia, França, Grécia, Holanda, Hungria, Islândia, Itália, Letônia, Lituânia, Luxemburgo, Macedônia do Norte, Montenegro, Noruega, Polônia, Portugal, Reino Unido, República Tcheca, Romênia e Turquia. O convite para a entrada de novos países na aliança deve ter apoio unânime dos membros.

A Ucrânia quer entrar na Otan? 

A Ucrânia é um país parceiro da Otan desde a década de 1990 e, em 2008, iniciou um processo para se tornar membro efetivo da aliança. Em meio à trocas de governo e à instabilidade política ucraniana nos anos seguintes, a aproximação teve idas e vindas, também devido às pressões russas contra a adesão de Kiev à organização. O atual presidente da Ucrânia, Volodimir Zelensky, já manifestou abertamente em diversas ocasiões sua intenção de que o país passe a integrar a Otan, inclusive cobrando um cronograma para a entrada.

A vantagem de integrar a Otan está na ideia de defesa coletiva, expressa no artigo 5º do Tratado do Atlântico Norte: um ataque armado contra um dos países-membros “será considerado um ataque a todas” e, com isso, haverá ajuda militar mútua. Isso pode ser especialmente vantajoso para países com menor poderio bélico.

Em seu site, a Otan afirma ter “poucas forças permanentes próprias”, mas a organização tem uma estrutura de comando militar que é usada em suas operações. As regras da Otan preveem que cada membro deve gastar o equivalente a 2% do PIB (Produto Interno Bruto) de seu país em defesa. No entanto, em 2021, somente 10 dos 30 países da aliança cumpriram com a diretriz: Croácia, EUA, Estônia, França, Grécia, Letônia, Lituânia, Polônia, Reino Unido e Romênia.

#Russia Ucrânia #Mundo Conflito

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Notas do Poder

11/07
12:33

REUNIÕES SECRETAS

Executivos da Âmbar Energia, ligada ao Grupo J&F dos irmãos Joesley e Wesley Batista, realizaram secretamente 17 reuniões com autoridades do Ministério de Minas e Energia entre junho de 2023 e maio de 2024, sem registro oficial. Essas reuniões precederam a assinatura de uma medida provisória pelo presidente Lula em 13 de junho, beneficiando um negócio da Âmbar na energia elétrica, cujo custo será repassado aos consumidores por até 15 anos. O Ministério e a Âmbar negam que as reuniões tenham discutido a medida, mas não divulgaram os temas tratados. Críticas à falta de transparência foram levantadas, especialmente pela deputada Adriana Ventura (Novo-SP).

11/07
12:32

FRACA ARTICULAÇÃO

A aprovação da reforma tributária na Câmara revelou a fraca articulação dos senadores Eduardo Braga e Omar Aziz, que deixaram de incluir a maioria das propostas do Amazonas para a Zona Franca de Manaus (ZFM). O texto foi aprovado por 336 votos a favor e 142 contra. Foram incluídas apenas contribuições para financiar a UEA e fundos de desenvolvimento, além de crédito presumido para indústrias. Alterações cruciais, como a inclusão do IPI e crédito presumido para operações internas, foram rejeitadas. Os parlamentares precisarão trabalhar mais eficientemente no Senado.

11/07
12:31

SILAS CONTRA

A Câmara dos Deputados aprovou o primeiro projeto de regulamentação da reforma tributária com 336 votos a favor, 142 contra e duas abstenções. A maioria dos deputados do Amazonas votou contra devido aos impactos negativos na Zona Franca de Manaus (ZFM), com exceção de Silas Câmara (Republicanos-AM), que apoiou o projeto. Pauderney Avelino (União-AM) criticou a redução do crédito presumido e a falta de alíquota zero para operações internas, alertando sobre o aumento dos preços e a diminuição da competitividade no Amazonas. O próximo desafio será no Senado Federal.

11/07
12:30

DITADURA DA NICARÁGUA

A ditadura de Ortega na Nicarágua fechou a Radio María e mais 12 ONGs, totalizando 3,6 mil entidades fechadas em seis anos. A ministra do Interior, Maria Amelia Coronel, justificou o fechamento da rádio pela falta de demonstrações financeiras de 2019 a 2023. Ortega continua a perseguir a Igreja Católica, expulsando e detendo padres, e cancelando a cidadania de líderes religiosos, forçando-os ao exílio.

11/07
12:29

DEFESA DA ZFM

Wilson Lima, governador do Amazonas, promete lutar incansavelmente pela competitividade da Zona Franca de Manaus (ZFM) após a votação na Câmara dos Deputados que prejudicou o estado. Ele criticou a exclusão de emendas cruciais para o modelo econômico, enquanto duas sugestões foram aceitas, incluindo contribuições para financiar a Universidade do Estado do Amazonas (UEA) e fundos de desenvolvimento, além de créditos presumidos para indústrias. Alterações solicitadas, como a inclusão do IPI para produtos aprovados pela Suframa e crédito presumido para operações internas, foram rejeitadas.

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