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Economia - 01 de novembro de 2023
Foto: Reprodução/ Podercast

Amazonas é destaque na transição energética do Brasil, diz secretário

Ronney Peixoto, secretário de Estado de Energia, Mineração e Gás do Amazonas (Semig), ainda destacou soluções sustentáveis no interior, no ‘Podercast’

Por: Leon Furtado
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O Amazonas tem se destacado como protagonista na transição energética do Brasil, sendo o terceiro maior produtor de gás do país, com uma ênfase significativa na produção onshore, ou seja, em terra firme. As informações são do secretário de Estado de Energia, Mineração e Gás do Amazonas (Semig), Ronney Peixoto, que concedeu entrevista ao jornalista Leon Furtado, no programa ‘Podercast’, no site O Poder. O responsável pela pasta disse ainda que o destaque não apenas impulsiona o desenvolvimento econômico da região, mas também contribui para a transição energética do país, promovendo uma matriz mais limpa e sustentável.

Ronney Peixoto ressaltou que o Amazonas é o maior produtor de gás onshore no Brasil, o que o coloca na vanguarda da transição energética do país. Isso não apenas impulsiona o desenvolvimento econômico, mas também contribui para uma matriz energética mais limpa. Além disso, a região tem potencial para projetos como a produção de potássio, que poderia suprir 25% a 30% da demanda nacional desse mineral, reduzindo a dependência de importações e beneficiando o Brasil e o mundo, já que o país é um dos principais fornecedores de alimentos.

“Nós temos aí um projeto muito importante, não só para o Amazonas, mas para o país, que é o projeto do potássio na região de Autazes. Nós temos, hoje, no Brasil, ele importa 95% do potássio necessário para a produção cristalizante no país. E, com essa planta aqui no Amazonas, nós poderíamos garantir, seja de 25% a 30%, do potássio, da produção de potássio, do consumo de potássio no país. Então, isso seria um ganho não só para o município de Autazes, mas para o Amazonas, para o Brasil, e para o mundo, porque o Brasil alimenta cerca de 1 bilhão e meio de pessoas ao redor do mundo com seus produtos”, explicou.

Ouro na calha do Madeira

A Semig também se preocupa com a mineração de ouro na região do Rio Madeira, onde tradicionalmente ocorre a atividade de garimpo. Recentemente, restrições à mineração têm afetado a economia local. A secretaria busca parcerias para desenvolver a mineração de ouro de forma sustentável e legal, beneficiando a população e revitalizando a economia local.

A atenção se concentra no Extrativismo Mineral Familiar, um sistema em que famílias se dedicam à mineração de ouro de maneira quase artesanal. A solução envolve a organização em cooperativas com alta governança e a substituição do mercúrio por alternativas mais seguras, como o extrato da árvore pau de balsa. Essas ações visam não apenas legalizar a atividade, mas também torná-la mais sustentável e transparente.

“Além desse projeto de potássio nesse tema mineração, nós temos que ter um olhar também para a região do Rio Madeira, onde tem já um extrativismo tradicional, que estão passando por uma decisão de não poder fazer mineração ali. Nós temos que olhar para essa população que tem o extrativismo do ouro, porque são cerca de 2, 3 mil pessoas que exerciam essa atividade, que não estão podendo exercer. Os municípios acaso também perdem aquela dinâmica econômica, aquela movimentação econômica. Então a nossa proposta é ter um novo olhar para aquela região, buscando atrair parcerias, para que a gente possa desenvolver ali de forma sustentável, de uma forma totalmente legal, para que as pessoas possam exercer a sua atividade tranquilamente. E com isso, eu repito mais uma vez, quem ganha é a população, quem ganha é o Estado, quem ganha é o país”, enfatizou.

Peixoto ainda pontuou que a transição para uma mineração de ouro mais sustentável exige etapas como a organização em cooperativas, a substituição do mercúrio por produtos mais seguros, como o extrato de pau de balsa, e a transparência em toda a cadeia produtiva, desde a extração até a comercialização. Essas ações buscam criar um novo cenário que beneficie a população local e contribua para a sustentabilidade da atividade de mineração de ouro no Amazonas.

“O que precisa é se organizar. E aí a gente tem cooperativas ali, de onde eles cresceram. É o melhor caminho, se organizar em cooperativa com alto nível de governança, para que possam, essas pessoas, explorarem de uma maneira totalmente legal o ouro e ser uma maneira de existência da sua família. O que nós temos ali são essas pessoas que deixaram de fazer essas atividades e vão fazer outras. Vão plantar, vão tentar tocar a vida. Então nós precisamos olhar para essas pessoas, para quitar para eles uma forma, uma alternativa também”, concluiu.

 

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Notas do Poder

11/07
12:33

REUNIÕES SECRETAS

Executivos da Âmbar Energia, ligada ao Grupo J&F dos irmãos Joesley e Wesley Batista, realizaram secretamente 17 reuniões com autoridades do Ministério de Minas e Energia entre junho de 2023 e maio de 2024, sem registro oficial. Essas reuniões precederam a assinatura de uma medida provisória pelo presidente Lula em 13 de junho, beneficiando um negócio da Âmbar na energia elétrica, cujo custo será repassado aos consumidores por até 15 anos. O Ministério e a Âmbar negam que as reuniões tenham discutido a medida, mas não divulgaram os temas tratados. Críticas à falta de transparência foram levantadas, especialmente pela deputada Adriana Ventura (Novo-SP).

11/07
12:32

FRACA ARTICULAÇÃO

A aprovação da reforma tributária na Câmara revelou a fraca articulação dos senadores Eduardo Braga e Omar Aziz, que deixaram de incluir a maioria das propostas do Amazonas para a Zona Franca de Manaus (ZFM). O texto foi aprovado por 336 votos a favor e 142 contra. Foram incluídas apenas contribuições para financiar a UEA e fundos de desenvolvimento, além de crédito presumido para indústrias. Alterações cruciais, como a inclusão do IPI e crédito presumido para operações internas, foram rejeitadas. Os parlamentares precisarão trabalhar mais eficientemente no Senado.

11/07
12:31

SILAS CONTRA

A Câmara dos Deputados aprovou o primeiro projeto de regulamentação da reforma tributária com 336 votos a favor, 142 contra e duas abstenções. A maioria dos deputados do Amazonas votou contra devido aos impactos negativos na Zona Franca de Manaus (ZFM), com exceção de Silas Câmara (Republicanos-AM), que apoiou o projeto. Pauderney Avelino (União-AM) criticou a redução do crédito presumido e a falta de alíquota zero para operações internas, alertando sobre o aumento dos preços e a diminuição da competitividade no Amazonas. O próximo desafio será no Senado Federal.

11/07
12:30

DITADURA DA NICARÁGUA

A ditadura de Ortega na Nicarágua fechou a Radio María e mais 12 ONGs, totalizando 3,6 mil entidades fechadas em seis anos. A ministra do Interior, Maria Amelia Coronel, justificou o fechamento da rádio pela falta de demonstrações financeiras de 2019 a 2023. Ortega continua a perseguir a Igreja Católica, expulsando e detendo padres, e cancelando a cidadania de líderes religiosos, forçando-os ao exílio.

11/07
12:29

DEFESA DA ZFM

Wilson Lima, governador do Amazonas, promete lutar incansavelmente pela competitividade da Zona Franca de Manaus (ZFM) após a votação na Câmara dos Deputados que prejudicou o estado. Ele criticou a exclusão de emendas cruciais para o modelo econômico, enquanto duas sugestões foram aceitas, incluindo contribuições para financiar a Universidade do Estado do Amazonas (UEA) e fundos de desenvolvimento, além de créditos presumidos para indústrias. Alterações solicitadas, como a inclusão do IPI para produtos aprovados pela Suframa e crédito presumido para operações internas, foram rejeitadas.

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